Saquinho ou tubete: escolha o sistema primeiro
Saquinho e tubete pedem receitas diferentes. No saquinho, a base é terra com esterco. No tubete, a base é um substrato sem solo, leve e poroso, e o adubo vai misturado nele.
- Saquinho. Polietileno preto de 10 a 11 cm de largura e 20 a 22 cm de altura[6]. Aceita a receita com terra.
- Tubete para arábica. Aos 20 meses após o plantio, cafeeiros vindos de tubetes de 120 mL e de saquinhos superaram os de tubetes de 50 mL[7].
- Tubete para conilon clonal. Entre tubetes de 50 a 400 cm³, o de 280 cm³ teve o melhor desempenho, parecido com o de 400 cm³[8].
- Nematoide. A muda vendida precisa estar livre de Meloidogyne spp.[9]. Em seminário da EPAMIG, palestrantes indicaram tubetes ou bandejas com substrato sem solo para reduzir esse risco[3].

Minas Gerais é o maior produtor de arábica, com 25,65 milhões de sacas no 2º levantamento de 2025 da Conab[10]; veja pó de coco em Minas Gerais e, para os viveiros de arábica do sul do estado, pó de coco no Sul de Minas. O Espírito Santo colhe 17,1 milhões de sacas, 13,8 milhões de conilon, segundo o 3º levantamento de 2025 da Conab[11]; veja pó de coco no Espírito Santo.
Receita para saquinho, passo a passo
A receita-base é da 5ª Aproximação (CFSEMG, 1999), conforme citada por Ramos et al. (2010)[1]. Ela rende 1 m³ de mistura.
- Peneire a terra. Separe 700 L de terra peneirada. Não use terra arenosa[12].
- Peneire o esterco. Junte 300 L de esterco de curral curtido. A 5ª Aproximação aceita, no lugar do esterco bovino, 80 L de esterco de galinha ou 10 a 15 L de torta de mamona[1].
- Adube. Espalhe 3 a 5 kg de superfosfato simples e 0,5 a 1,0 kg de cloreto de potássio sobre o monte[1].
- Misture. Revolva o monte até o adubo ficar distribuído por igual.
- Encha. Encha os saquinhos com a mistura levemente úmida e arrume-os nos canteiros.
Um metro cúbico enche de 1.200 a 2.000 saquinhos nos tamanhos de 12 x 21 a 9,5 x 20 cm, e menos nos maiores; veja a tabela de recipientes[12]. Para estaca de conilon, a Embrapa Acre usa outra receita, com cal hidratada, e irriga os saquinhos cheios por 30 dias antes de colocar as estacas[6]. Ela foi feita para o Acre: confira com a assistência técnica do seu estado antes de usar.
| Sistema | Base por m³ | Adubação por m³ | Fonte |
|---|---|---|---|
| Saquinho, semente | 700 L de terra peneirada + 300 L de esterco curtido | 3 a 5 kg de superfosfato simples + 0,5 a 1,0 kg de KCl | 5ª Aproximação, via Ramos et al. 2010[1] |
| Saquinho, semente | 700 L de terra + 300 L de esterco | 5 kg de superfosfato simples + 1 kg de KCl | EPAMIG, CT 85 (2010)[12] |
| Saquinho, semente | 700 L de terra + 300 L de esterco curtido | 5 kg de superfosfato + 0,5 kg de KCl | EPAMIG Sul (2020)[2] |
| Saquinho, estaca de conilon | 800 L de terra de subsolo + 200 L de esterco | 5 kg de superfosfato simples + 0,5 kg de KCl + 1,2 kg de cal hidratada | Embrapa Acre, CT 44 (2002)[6] |
| Tubete, arábica | Substrato comercial sem solo | 8,33 kg de adubo de liberação controlada 15-10-10 com micronutrientes | EPAMIG Sul (2020)[2] |
| Tubete de 280 cm³, conilon clonal | Substrato comercial sem solo | 6 kg de adubo de liberação controlada | Espindula et al. (2018)[8] |
KCl = cloreto de potássio. Receitas como publicadas pelas fontes; ajuste com a análise do seu substrato e a orientação do seu agrônomo.
Receita para tubete, passo a passo
No tubete não vai terra. Palestrantes do seminário da EPAMIG em Patrocínio (MG) lembraram que o solo tem cerca de 50% de porosidade, e que para produção em recipientes se exige no mínimo 85%[3]. O pó fino de coco Carve tem porosidade total acima de 94%[4].
- Escolha a base. Substrato comercial ou uma mistura própria sem solo. Fibra de coco, vermiculita e turfa foram citadas como opções[3]. A casca de arroz carbonizada pode substituir a vermiculita[13].
- Hidrate a base. Pó de coco prensado precisa de água antes de entrar na mistura; não encha tubete com substrato seco. O método está em como hidratar substrato de coco prensado.
- Misture o adubo. A EPAMIG usa 200 g de adubo de liberação controlada 15-10-10 com micronutrientes para 25 L de substrato, ou 8,33 kg/m³[2]. Em tubetes de 120 mL, Melo et al. usaram 300 g para 55 L[13], cerca de 5,5 kg/m³ (cálculo a partir da dose do estudo). Para conilon clonal em tubete de 280 cm³, 6 kg/m³[8].
- Encha e assente. Encha os tubetes na bandeja, bata a bandeja para o substrato assentar e complete o que baixou.
- Irrigue antes de semear. Molhe até o substrato ficar úmido por igual e só então semeie.
- Torrão firme. A estabilidade do torrão foi maior em tubetes de 50 e 120 cm³ que em 200 cm³, e misturar 50% de substrato moído ao original aumentou a aderência às raízes[14].
- Palha de café sozinha, não. A palha de café não é recomendada como substrato único[15].
Onde entra o pó de coco
O pó de coco entra no tubete como parte da base sem solo: dá estrutura, segura água e deixa ar entre as partículas. Ele não substitui o adubo. Os ensaios com café que testaram coco:
- Conilon no Espírito Santo. Em viveiro de São Roque do Canaã (ES), misturas de casca de café, casca de pinus, pó de pimenta e 0 a 20% de fibra de coco, com adubo de liberação controlada, foram avaliadas aos 120 dias. A mistura com 15% de fibra de coco deu as mudas mais altas, 21,77 cm contra 17,71 cm do substrato comercial; folhas, diâmetro e massa seca não diferiram[16].
- Arábica no IAC. Em mudas de Catuaí Amarelo IAC 62 em vasos de 3 dm³, dois substratos comerciais à base de fibra de coco ficaram em 2º e 4º lugar no crescimento; um terceiro não foi adequado[17]. O resultado depende da formulação.
- Aclimatização na UFLA. Para plântulas de café obtidas de embriões, a fibra de coco foi o melhor substrato testado[18].
Nenhuma instituição brasileira publicou uma porcentagem padrão de pó de coco para tubete de café. Use as proporções dos ensaios como ponto de partida e teste num lote pequeno antes de mudar o viveiro inteiro.
| Parâmetro | Pó Fino de Coco Carve |
|---|---|
| Granulometria | Malha ~4,13 mm |
| Retenção de água | ~500 ml/L |
| Porosidade total | Acima de 94% |
| CE (1:5) | Natural 0,8 a 1,5 mS/cm, medida em cada lote |
| Versão indicada para mudas de café | Natural |
Ficha técnica e guia de tratamentos da Carve[4][5]. A diferença entre as versões está em pó de coco lavado ou natural; para comprar, veja pó de coco para mudas de café. Outras culturas em substrato para mudas.
Quantos recipientes 1 m³ enche
| Recipiente | Volume por unidade | Unidades por m³ |
|---|---|---|
| Saquinho 9,5 x 20 cm | 494 mL | 2.000 |
| Saquinho 10 x 20 cm | 541 mL | 1.850 |
| Saquinho 11 x 20 cm | 654 mL | 1.529 |
| Saquinho 11 x 22 cm | 731 mL | 1.367 |
| Saquinho 12 x 21 cm | 825 mL | 1.200 |
| Saquinho 13 x 25 cm | 1.185 mL | 844 |
| Saquinho 15 x 25 cm | 1.573 mL | 636 |
| Tubete de 50 cm³ | 50 mL | ~20.000 (cálculo) |
| Tubete de 120 cm³ | 120 mL | ~8.300 (cálculo) |
| Tubete de 280 cm³ | 280 mL | ~3.570 (cálculo) |
Saquinhos: EPAMIG, CT 85, Quadro 1[12]. Tubetes: cálculo a partir do volume da célula usado nos estudos[7][8], sem perdas; na prática rende menos, porque o substrato assenta e parte se perde no enchimento.
Em pó de coco solto, 1 m³ são 10 sacos de 100 L (cálculo); cada saco pesa de 9 a 9,5 kg[19]. Para 10.000 tubetes de 120 cm³ são cerca de 1,2 m³, ou 12 sacos, antes das perdas (cálculo a partir do volume do tubete).
Semeadura, sombra e tempo até o plantio
- Semeadura. Duas sementes por recipiente, a 1 a 2 cm de profundidade[2]. A circular de 2010 indica no máximo 1 cm[12].
- Sombra. Tela com 50% de insolação, a 2,0 m acima dos canteiros[2].
- Calendário. Semeie até julho para plantar até dezembro, com mudas de meio ano[12]. A Embrapa Acre cita cerca de 5 meses de viveiro[6]; o conilon clonal em tubete de 280 cm³ ficou 130 dias[8].
- Ponto de plantio. De três a cinco pares de folhas verdadeiras[2]; a Embrapa Acre fala em seis pares de folhas definitivas[6].
- Aclimatação. Pleno sol nos 30 dias antes do plantio[6]. A norma exige mudas aclimatadas ao sol antes da venda[9].
- Padrão legal. No mínimo 3 pares de folhas definitivas, no máximo 8 pares até 6 meses e 13 até 1 ano, e até 5% de mudas com defeito de raiz[9].
Comprar do Ceará estando em Minas Gerais ou no Espírito Santo
O pó de coco é leve: qualquer caminhão enche de volume antes de chegar ao limite de peso, e uma carreta de 140 m³ leva de 12,6 a 13,3 t[19]. Por isso o frete é cobrado por viagem, e o custo por saco depende de quantos sacos cabem no veículo.
| Destino | Distância rodoviária desde Paraipaba-CE |
|---|---|
| Pouso Alegre-MG | ~2.920 km |
| Belo Horizonte-MG | ~2.560 km |
| Vitória-ES | ~2.320 km |
| Linhares-ES | ~2.190 km |
Distâncias: OSRM sobre OpenStreetMap, 13 out. 2026[20]. O prazo de cada carga vem na cotação.
- Frete de retorno. Muitos caminhões sobem ao Nordeste com carga e voltam vazios ao Sul e ao Sudeste; esse fluxo costuma dar a melhor condição[21].
- Carga cheia. Peça a cotação para o veículo de maior volume útil e divida o frete pelo número de sacos.
- Carga prensada. A compactação de 2:1 a 4:1 leva mais volume por viagem; o formato é definido em contrato[21].
- Entregas programadas. Uma carga por mês, combinada antes da safra, evita faltar substrato no meio do ciclo.
Detalhes em frete e prazo a partir do Ceará e quantos sacos cabem numa carreta.
pH, sais e sanidade
- pH. A faixa ideal para substratos é de 5,0 a 6,5, referência adotada por Balbino et al. (2024)[22]. O laudo de cada lote Carve traz o pH.
- Sais. A CE do pó de coco Carve é medida em extrato 1:5 em cada lote[4]. Compare valores de CE só quando medidos pelo mesmo método; veja condutividade elétrica do pó de coco.
- Nematoide. A muda tem de estar livre de Meloidogyne spp.[9]. Substrato sem solo em tubete reduz o risco que vem da terra[3].
O pó fino de coco, em resumo
| Parâmetro | Pó Fino de Coco Carve |
|---|---|
| Matéria-prima | Mesocarpo de coco seco maduro (Cocos nucifera L.), processado em Paraipaba, Ceará |
| Granulometria | Classificado em peneira rotativa, malha ~4,13 mm |
| Umidade | ≤ 18% na expedição |
| Densidade aparente | ~90 a 95 kg/m³ solto; valor do lote impresso no saco |
| Retenção de água | ~500 ml/L |
| CE (1:5) | Natural 0,8 a 1,5 · Lavado < 0,7 · Tamponado < 0,5 mS/cm, medida em todo lote |
| Embalagem | Saco de 100 L de ráfia, com QR do lote |
| Laudo do lote | CE, pH, umidade, densidade e granulometria |
Ficha técnica completa em Pó Fino de Coco; leitura do laudo em o que vem no laudo do lote.
Como pedir a cotação
Mande estes quatro dados pelo WhatsApp ou pelo formulário:
- Cultura e recipiente. O que você produz e em quê: tubete, bandeja, sacola, slab, vaso ou canal.
- Volume. Quantos sacos de 100 L ou metros cúbicos por mês ou por safra, e quando a primeira carga precisa chegar.
- Versão. Natural, Lavado ou Tamponado, ou a CE máxima que o seu substrato aceita.
- Entrega. A cidade de destino em Minas Gerais, no Espírito Santo ou em outro estado e se você retira na planta ou prefere que a Carve cote o frete de retorno.
Preço na fábrica: R$ 49 por saco de 100 L, com frete de retorno sob cotação; quanto maior o volume, menor o preço. Mínimo de 1 t retirado na fábrica (FOB); entrega (CIF) em carga fechada. Amostra técnica disponível conforme o perfil do cliente. Veja como o preço se forma em preço do pó de coco e as condições por volume em pó de coco no atacado.
Perguntas frequentes
Qual a receita de substrato para mudas de café em saquinho?
Por m³, 700 L de terra peneirada e 300 L de esterco curtido, com 3 a 5 kg de superfosfato simples e 0,5 a 1 kg de cloreto de potássio, segundo a 5ª Aproximação citada por Ramos et al. (2010). A EPAMIG usa 5 kg de superfosfato e 1 kg (2010) ou 0,5 kg (2020) de cloreto de potássio. Não use terra arenosa.
Qual o melhor substrato para mudas de café em tubetes?
Um substrato sem solo, poroso, com adubo de liberação controlada misturado antes de encher; a EPAMIG usa 8,33 kg/m³. Fibra de coco, vermiculita e turfa são opções de base. No Espírito Santo, uma mistura com 15% de fibra de coco deu mudas de conilon mais altas que o substrato comercial (Guisolfi et al., 2020).
Qual o tamanho de tubete para mudas de café?
Para arábica, o tubete de 120 mL superou o de 50 mL no campo (Vallone et al., 2009). Para conilon clonal, o de 280 cm³ teve o melhor desempenho (Espindula et al., 2018).
Quanto pó de coco colocar no substrato de café?
Não há porcentagem padrão publicada por instituição brasileira. O ensaio do Espírito Santo testou de 0 a 20% de fibra de coco, e a mistura com 15% deu as mudas mais altas. Teste num lote pequeno antes.
Quanto tempo a muda de café fica no viveiro?
Cerca de meio ano: a EPAMIG indica semear até julho para plantar até dezembro. A muda vai a campo com três a cinco pares de folhas verdadeiras, e a IN 35/2012 exige no mínimo 3 pares e no máximo 8 até os 6 meses.
Qual o pH ideal do substrato para mudas de café?
De 5,0 a 6,5, referência adotada por Balbino et al. (2024, Pesquisa Agropecuária Brasileira). O laudo de cada lote de pó de coco Carve traz o pH.
Fontes
- Ramos, L.; Nannetti, D. C.; Carmo, D. L. (2010). Efeito da adição do gesso agrícola em substrato no desenvolvimento de mudas de cafeeiro. Revista Agrogeoambiental (IFSULDEMINAS), citando a 5ª Aproximação (CFSEMG, 1999): por m³, 700 L de terra + 300 L de esterco bovino, ou 80 L de esterco de galinha ou 10 a 15 L de torta de mamona no lugar do esterco; 3 a 5 kg de superfosfato simples e 0,5 a 1,0 kg de cloreto de potássio. agrogeoambiental.ifsuldeminas.edu.br
- Coelho, L. S.; Carvalho, G. R.; Nadaleti, D. H. S.; Freitas, A. F.; Matos, C. S. M. (2020). Produção de mudas de cafeeiro. EPAMIG Sul: saquinho com 700 L de terra + 300 L de esterco curtido + 5 kg de superfosfato + 0,5 kg de cloreto de potássio por m³; tubete com 25 L de substrato comercial + 200 g de fertilizante de liberação controlada 15-10-10 com micronutrientes (8,33 kg/m³); duas sementes por recipiente, a 1-2 cm; tela com 50% de insolação a 2,0 m dos canteiros; plantio com três a cinco pares de folhas verdadeiras. livrariaepamig.com.br
- Revista Cultivar (15 mar. 2022). EPAMIG discute novas tecnologias para produção de mudas e plantio de café: em seminário em Patrocínio (MG), palestrantes citaram porosidade de cerca de 50% no solo e mínimo de 85% para produção em recipientes, e indicaram tubetes ou bandejas com substrato sem solo (fibra de coco, vermiculita, turfa) contra nematoides. revistacultivar.com.br
- Carve, especificação de produto: Pó Fino de Coco, versões Natural (CE 0,8-1,5 mS/cm, 1:5), Lavado (< 0,7 mS/cm) e Tamponado (< 0,5 mS/cm), CE medida por lote; malha ~4,13 mm; umidade ≤ 18%; densidade aparente ~90-95 kg/m³ solto; retenção ~500 ml/L; porosidade total acima de 94% (valor de literatura Embrapa para pó de coco, indicado na ficha técnica); saco de 100 L com QR do lote; pedido mínimo de 1 t retirado na fábrica (FOB), entrega (CIF) em carga fechada; preço de lista R$ 49 por saco de 100 L. carvebio.com.br/po-fino
- Carve, guia de escolha do tratamento: Natural (sem lavagem), Lavado (2 a 3 ciclos de água doce) e Tamponado (lavado e tratado com nitrato de cálcio), com as culturas indicadas para cada um. carvebio.com.br/guia/po-de-coco-lavado-ou-natural
- Bergo, C. L.; Sá, C. P.; Sales, F. (2002). Produção de mudas de cafeeiros por sementes e estacas. Embrapa Acre, Circular Técnica 44: saquinhos de polietileno preto de 10-11 cm de largura e 20-22 cm de altura; para estacas de conilon, 800 L de terra de subsolo + 200 L de esterco + 5 kg de superfosfato simples + 0,5 kg de cloreto de potássio + 1,2 kg de cal hidratada por m³, com irrigação dos saquinhos por 30 dias antes do estaqueamento; mudas prontas em cerca de 5 meses, com seis pares de folhas definitivas; pleno sol nos 30 dias antes do plantio. infoteca.cnptia.embrapa.br
- Vallone, H. S. et al. (2009). Recipientes e substratos na produção de mudas e no desenvolvimento inicial de cafeeiros após o plantio. Ciência e Agrotecnologia 33(5):1327-1335 (UFLA): aos 20 meses após o plantio, cafeeiros de tubetes de 120 mL e de saquinhos superaram os de tubetes de 50 mL. doaj.org
- Espindula, M. C. et al. (2018). Different volumes of tubes for clonal propagation of Coffea canephora from seedlings. Coffee Science 13(1):33-40 (Embrapa Rondônia): tubetes de 50, 100, 170, 280 e 400 cm³; 280 cm³ com o melhor desempenho vegetativo, semelhante a 400 cm³; adubo de liberação controlada a 6 kg/m³; 130 dias de viveiro. alice.cnptia.embrapa.br
- MAPA (2012). Instrução Normativa nº 35, de 29 de novembro de 2012: muda de cafeeiro com no mínimo 3 pares de folhas definitivas, no máximo 8 pares até 6 meses e 13 pares até 1 ano; livre de Meloidogyne spp.; até 5% de mudas com defeito de raiz; mudas aclimatadas ao sol antes da venda. gov.br/agricultura
- Conab, 2º levantamento da safra de café 2025, via Revista Cultivar (6 maio 2025): Minas Gerais com 25,65 milhões de sacas, maior produtor de arábica; Brasil 55,7 milhões de sacas. revistacultivar.com.br
- Conab, 3º levantamento da safra de café 2025, via Folha Vitória (8 set. 2025): Espírito Santo com 17,1 milhões de sacas, sendo 13,8 milhões de conilon; maior produtor de conilon do país. folhavitoria.com.br
- Resende, J. C. et al. (2010). Produção de mudas de cafeeiro em saquinhos. EPAMIG, Circular Técnica 85: por m³, 700 L de terra peneirada + 300 L de esterco de curral peneirado + 5 kg de superfosfato simples + 1 kg de cloreto de potássio, para 1.200 a 2.000 mudas; não usar terra arenosa; Quadro 1 com volume e número de saquinhos por m³ (Silva, Carvalho e Romaniello, 2000); semeadura a no máximo 1 cm; semear até julho para plantar até dezembro, com mudas de meio ano. livrariaepamig.com.br
- Melo, B.; Mendes, A. N. G.; Guimarães, P. T. G. (2003). Tipos de fertilizações e diferentes substratos na produção de mudas de cafeeiro (Coffea arabica L.) em tubetes. Bioscience Journal 19(1) (UFU/UFLA/EPAMIG): tubetes de 120 mL; 300 g de fertilizante de liberação controlada 15-10-10 por 55 L de substrato; casca de arroz carbonizada pode substituir a vermiculita. seer.ufu.br
- Favarin, J. L. et al. (2008). Metodologia para estimar a estabilidade do conjunto muda x substrato de cafeeiro. Ciência Rural 38(1):34-38: estabilidade do torrão maior em tubetes de 50 e 120 cm³ que em 200 cm³; mistura de 50% de substrato original com 50% de substrato moído aumentou a aderência às raízes. redalyc.org
- Balbino, T. J. (2016). Substratos alternativos para a produção de mudas clonais de Coffea canephora em tubete. Dissertação, UNIR e Embrapa Rondônia: a palha de café não é recomendada como substrato único. ainfo.cnptia.embrapa.br
- Guisolfi, L. P.; Lo Monaco, P. A. V.; Krause, M. R. et al. (2020). Agricultural wastes as alternative substrates in the production of Conilon coffee seedlings. Bioscience Journal 36(3):792-798 (Ifes): viveiro em São Roque do Canaã (ES), misturas com 0 a 20% de fibra de coco, 30% de casca de café, casca de pinus e pó de pimenta, com adubo de liberação controlada; aos 120 dias, a mistura com 15% de fibra de coco teve 21,77 cm de altura, contra 17,71 cm do substrato comercial, sem diferença em folhas, diâmetro e massa seca. distantreader.org
- Tristão, F. S. M.; Andrade, S. A. L.; Silveira, A. P. D. (2006). Fungos micorrízicos arbusculares na formação de mudas de cafeeiro, em substratos orgânicos comerciais. Bragantia 65(4):649-658 (IAC): Catuaí Amarelo IAC 62 em vasos de 3 dm³ por 200 dias; dois substratos comerciais à base de fibra de coco ficaram em 2º e 4º lugar no crescimento das mudas; um terceiro não foi adequado. redalyc.org
- Vilela, A. L. O. et al. (2022). Acclimatization of coffee seedlings obtained from zygotic embryos of aged seeds. Australian Journal of Crop Science 16(9):1127-1134 (UFLA): a fibra de coco foi o melhor substrato na aclimatização das plântulas. alice.cnptia.embrapa.br
- Carve, guias de carga e rendimento: carreta de 140 m³ com cerca de 1.400 sacos de 100 L e 12,6 a 13,3 t; saco de 100 L com 9 a 9,5 kg; 1 kg com 10,5 a 11 L. carvebio.com.br/guia/carreta-de-po-de-coco-sacos-e-peso
- OSRM (Open Source Routing Machine) sobre dados do OpenStreetMap: rota rodoviária mais rápida do centro urbano de Paraipaba-CE ao centro de Pouso Alegre-MG, Belo Horizonte-MG, Vitória-ES e Linhares-ES, consultada em 13 de outubro de 2026 e arredondada para a dezena de quilômetros. A rota de um caminhão pode diferir por restrição de peso, pedágio ou escolha da transportadora.
- Carve, guia de frete e prazo a partir do Ceará: retirada na planta como condição padrão, frete cotado por destino e por viagem, carga limitada por volume; caminhões que sobem ao Nordeste com carga e voltam vazios ao Sudeste dão a melhor condição para o Sul e o Sudeste; carga prensada de 2:1 a 4:1 definida em contrato. carvebio.com.br/guia/frete-e-prazo-po-de-coco-ceara
- Balbino, T. J.; Espindula, M. C. et al. (2024). Alternative substrates for the production of clonal Coffea canephora seedlings. Pesquisa Agropecuária Brasileira 59:e03538 (Embrapa Rondônia): pH ideal de substratos de 5,0 a 6,5, citando Schafer et al. (2015). apct.sede.embrapa.br
Página mantida pela equipe técnica Carve. Distâncias e números são reproduzidos como publicados pelas fontes citadas. Correções e fontes adicionais: comercial@carvebio.com.br.