GUIA · MUDAS DE CAFÉ

Como preparar substrato para mudas de café em saquinho e tubete

Atualizado em outubro de 2026 · Fontes no fim da página

Para saquinho, misture por m³ 700 L de terra peneirada e 300 L de esterco curtido, com 3 a 5 kg de superfosfato simples e 0,5 a 1 kg de cloreto de potássio[1]. Para tubete, use um substrato sem solo e misture adubo de liberação controlada antes de encher: a EPAMIG usa 8,33 kg/m³[2].

O pó fino de coco serve de base para o substrato sem solo, ao lado da vermiculita e da turfa[3]. Para mudas de café, a Carve indica a versão Natural, com CE (1:5) medida em cada lote[4][5]. Preço na fábrica: R$ 49 por saco de 100 L, com frete de retorno sob cotação; quanto maior o volume, menor o preço. Mínimo de 1 t retirado na fábrica (FOB); entrega (CIF) em carga fechada.

Saquinho ou tubete: escolha o sistema primeiro

Saquinho e tubete pedem receitas diferentes. No saquinho, a base é terra com esterco. No tubete, a base é um substrato sem solo, leve e poroso, e o adubo vai misturado nele.

  • Saquinho. Polietileno preto de 10 a 11 cm de largura e 20 a 22 cm de altura[6]. Aceita a receita com terra.
  • Tubete para arábica. Aos 20 meses após o plantio, cafeeiros vindos de tubetes de 120 mL e de saquinhos superaram os de tubetes de 50 mL[7].
  • Tubete para conilon clonal. Entre tubetes de 50 a 400 cm³, o de 280 cm³ teve o melhor desempenho, parecido com o de 400 cm³[8].
  • Nematoide. A muda vendida precisa estar livre de Meloidogyne spp.[9]. Em seminário da EPAMIG, palestrantes indicaram tubetes ou bandejas com substrato sem solo para reduzir esse risco[3].
Viveiro de mudas de café em sacolas e tubetes
Viveiro de mudas de café. Foto: CIAT / Neil Palmer, CC BY-SA 2.0, via Wikimedia Commons.

Minas Gerais é o maior produtor de arábica, com 25,65 milhões de sacas no 2º levantamento de 2025 da Conab[10]; veja pó de coco em Minas Gerais e, para os viveiros de arábica do sul do estado, pó de coco no Sul de Minas. O Espírito Santo colhe 17,1 milhões de sacas, 13,8 milhões de conilon, segundo o 3º levantamento de 2025 da Conab[11]; veja pó de coco no Espírito Santo.

Receita para saquinho, passo a passo

A receita-base é da 5ª Aproximação (CFSEMG, 1999), conforme citada por Ramos et al. (2010)[1]. Ela rende 1 m³ de mistura.

  1. Peneire a terra. Separe 700 L de terra peneirada. Não use terra arenosa[12].
  2. Peneire o esterco. Junte 300 L de esterco de curral curtido. A 5ª Aproximação aceita, no lugar do esterco bovino, 80 L de esterco de galinha ou 10 a 15 L de torta de mamona[1].
  3. Adube. Espalhe 3 a 5 kg de superfosfato simples e 0,5 a 1,0 kg de cloreto de potássio sobre o monte[1].
  4. Misture. Revolva o monte até o adubo ficar distribuído por igual.
  5. Encha. Encha os saquinhos com a mistura levemente úmida e arrume-os nos canteiros.

Um metro cúbico enche de 1.200 a 2.000 saquinhos nos tamanhos de 12 x 21 a 9,5 x 20 cm, e menos nos maiores; veja a tabela de recipientes[12]. Para estaca de conilon, a Embrapa Acre usa outra receita, com cal hidratada, e irriga os saquinhos cheios por 30 dias antes de colocar as estacas[6]. Ela foi feita para o Acre: confira com a assistência técnica do seu estado antes de usar.

SistemaBase por m³Adubação por m³Fonte
Saquinho, semente700 L de terra peneirada + 300 L de esterco curtido3 a 5 kg de superfosfato simples + 0,5 a 1,0 kg de KCl5ª Aproximação, via Ramos et al. 2010[1]
Saquinho, semente700 L de terra + 300 L de esterco5 kg de superfosfato simples + 1 kg de KClEPAMIG, CT 85 (2010)[12]
Saquinho, semente700 L de terra + 300 L de esterco curtido5 kg de superfosfato + 0,5 kg de KClEPAMIG Sul (2020)[2]
Saquinho, estaca de conilon800 L de terra de subsolo + 200 L de esterco5 kg de superfosfato simples + 0,5 kg de KCl + 1,2 kg de cal hidratadaEmbrapa Acre, CT 44 (2002)[6]
Tubete, arábicaSubstrato comercial sem solo8,33 kg de adubo de liberação controlada 15-10-10 com micronutrientesEPAMIG Sul (2020)[2]
Tubete de 280 cm³, conilon clonalSubstrato comercial sem solo6 kg de adubo de liberação controladaEspindula et al. (2018)[8]

KCl = cloreto de potássio. Receitas como publicadas pelas fontes; ajuste com a análise do seu substrato e a orientação do seu agrônomo.

Receita para tubete, passo a passo

No tubete não vai terra. Palestrantes do seminário da EPAMIG em Patrocínio (MG) lembraram que o solo tem cerca de 50% de porosidade, e que para produção em recipientes se exige no mínimo 85%[3]. O pó fino de coco Carve tem porosidade total acima de 94%[4].

  1. Escolha a base. Substrato comercial ou uma mistura própria sem solo. Fibra de coco, vermiculita e turfa foram citadas como opções[3]. A casca de arroz carbonizada pode substituir a vermiculita[13].
  2. Hidrate a base. Pó de coco prensado precisa de água antes de entrar na mistura; não encha tubete com substrato seco. O método está em como hidratar substrato de coco prensado.
  3. Misture o adubo. A EPAMIG usa 200 g de adubo de liberação controlada 15-10-10 com micronutrientes para 25 L de substrato, ou 8,33 kg/m³[2]. Em tubetes de 120 mL, Melo et al. usaram 300 g para 55 L[13], cerca de 5,5 kg/m³ (cálculo a partir da dose do estudo). Para conilon clonal em tubete de 280 cm³, 6 kg/m³[8].
  4. Encha e assente. Encha os tubetes na bandeja, bata a bandeja para o substrato assentar e complete o que baixou.
  5. Irrigue antes de semear. Molhe até o substrato ficar úmido por igual e só então semeie.
  • Torrão firme. A estabilidade do torrão foi maior em tubetes de 50 e 120 cm³ que em 200 cm³, e misturar 50% de substrato moído ao original aumentou a aderência às raízes[14].
  • Palha de café sozinha, não. A palha de café não é recomendada como substrato único[15].

Onde entra o pó de coco

O pó de coco entra no tubete como parte da base sem solo: dá estrutura, segura água e deixa ar entre as partículas. Ele não substitui o adubo. Os ensaios com café que testaram coco:

  • Conilon no Espírito Santo. Em viveiro de São Roque do Canaã (ES), misturas de casca de café, casca de pinus, pó de pimenta e 0 a 20% de fibra de coco, com adubo de liberação controlada, foram avaliadas aos 120 dias. A mistura com 15% de fibra de coco deu as mudas mais altas, 21,77 cm contra 17,71 cm do substrato comercial; folhas, diâmetro e massa seca não diferiram[16].
  • Arábica no IAC. Em mudas de Catuaí Amarelo IAC 62 em vasos de 3 dm³, dois substratos comerciais à base de fibra de coco ficaram em 2º e 4º lugar no crescimento; um terceiro não foi adequado[17]. O resultado depende da formulação.
  • Aclimatização na UFLA. Para plântulas de café obtidas de embriões, a fibra de coco foi o melhor substrato testado[18].

Nenhuma instituição brasileira publicou uma porcentagem padrão de pó de coco para tubete de café. Use as proporções dos ensaios como ponto de partida e teste num lote pequeno antes de mudar o viveiro inteiro.

ParâmetroPó Fino de Coco Carve
GranulometriaMalha ~4,13 mm
Retenção de água~500 ml/L
Porosidade totalAcima de 94%
CE (1:5)Natural 0,8 a 1,5 mS/cm, medida em cada lote
Versão indicada para mudas de caféNatural

Ficha técnica e guia de tratamentos da Carve[4][5]. A diferença entre as versões está em pó de coco lavado ou natural; para comprar, veja pó de coco para mudas de café. Outras culturas em substrato para mudas.

Quantos recipientes 1 m³ enche

RecipienteVolume por unidadeUnidades por m³
Saquinho 9,5 x 20 cm494 mL2.000
Saquinho 10 x 20 cm541 mL1.850
Saquinho 11 x 20 cm654 mL1.529
Saquinho 11 x 22 cm731 mL1.367
Saquinho 12 x 21 cm825 mL1.200
Saquinho 13 x 25 cm1.185 mL844
Saquinho 15 x 25 cm1.573 mL636
Tubete de 50 cm³50 mL~20.000 (cálculo)
Tubete de 120 cm³120 mL~8.300 (cálculo)
Tubete de 280 cm³280 mL~3.570 (cálculo)

Saquinhos: EPAMIG, CT 85, Quadro 1[12]. Tubetes: cálculo a partir do volume da célula usado nos estudos[7][8], sem perdas; na prática rende menos, porque o substrato assenta e parte se perde no enchimento.

Em pó de coco solto, 1 m³ são 10 sacos de 100 L (cálculo); cada saco pesa de 9 a 9,5 kg[19]. Para 10.000 tubetes de 120 cm³ são cerca de 1,2 m³, ou 12 sacos, antes das perdas (cálculo a partir do volume do tubete).

Semeadura, sombra e tempo até o plantio

  • Semeadura. Duas sementes por recipiente, a 1 a 2 cm de profundidade[2]. A circular de 2010 indica no máximo 1 cm[12].
  • Sombra. Tela com 50% de insolação, a 2,0 m acima dos canteiros[2].
  • Calendário. Semeie até julho para plantar até dezembro, com mudas de meio ano[12]. A Embrapa Acre cita cerca de 5 meses de viveiro[6]; o conilon clonal em tubete de 280 cm³ ficou 130 dias[8].
  • Ponto de plantio. De três a cinco pares de folhas verdadeiras[2]; a Embrapa Acre fala em seis pares de folhas definitivas[6].
  • Aclimatação. Pleno sol nos 30 dias antes do plantio[6]. A norma exige mudas aclimatadas ao sol antes da venda[9].
  • Padrão legal. No mínimo 3 pares de folhas definitivas, no máximo 8 pares até 6 meses e 13 até 1 ano, e até 5% de mudas com defeito de raiz[9].

Comprar do Ceará estando em Minas Gerais ou no Espírito Santo

O pó de coco é leve: qualquer caminhão enche de volume antes de chegar ao limite de peso, e uma carreta de 140 m³ leva de 12,6 a 13,3 t[19]. Por isso o frete é cobrado por viagem, e o custo por saco depende de quantos sacos cabem no veículo.

DestinoDistância rodoviária desde Paraipaba-CE
Pouso Alegre-MG~2.920 km
Belo Horizonte-MG~2.560 km
Vitória-ES~2.320 km
Linhares-ES~2.190 km

Distâncias: OSRM sobre OpenStreetMap, 13 out. 2026[20]. O prazo de cada carga vem na cotação.

  • Frete de retorno. Muitos caminhões sobem ao Nordeste com carga e voltam vazios ao Sul e ao Sudeste; esse fluxo costuma dar a melhor condição[21].
  • Carga cheia. Peça a cotação para o veículo de maior volume útil e divida o frete pelo número de sacos.
  • Carga prensada. A compactação de 2:1 a 4:1 leva mais volume por viagem; o formato é definido em contrato[21].
  • Entregas programadas. Uma carga por mês, combinada antes da safra, evita faltar substrato no meio do ciclo.

Detalhes em frete e prazo a partir do Ceará e quantos sacos cabem numa carreta.

pH, sais e sanidade

  • pH. A faixa ideal para substratos é de 5,0 a 6,5, referência adotada por Balbino et al. (2024)[22]. O laudo de cada lote Carve traz o pH.
  • Sais. A CE do pó de coco Carve é medida em extrato 1:5 em cada lote[4]. Compare valores de CE só quando medidos pelo mesmo método; veja condutividade elétrica do pó de coco.
  • Nematoide. A muda tem de estar livre de Meloidogyne spp.[9]. Substrato sem solo em tubete reduz o risco que vem da terra[3].

O pó fino de coco, em resumo

ParâmetroPó Fino de Coco Carve
Matéria-primaMesocarpo de coco seco maduro (Cocos nucifera L.), processado em Paraipaba, Ceará
GranulometriaClassificado em peneira rotativa, malha ~4,13 mm
Umidade≤ 18% na expedição
Densidade aparente~90 a 95 kg/m³ solto; valor do lote impresso no saco
Retenção de água~500 ml/L
CE (1:5)Natural 0,8 a 1,5 · Lavado < 0,7 · Tamponado < 0,5 mS/cm, medida em todo lote
EmbalagemSaco de 100 L de ráfia, com QR do lote
Laudo do loteCE, pH, umidade, densidade e granulometria

Ficha técnica completa em Pó Fino de Coco; leitura do laudo em o que vem no laudo do lote.

Como pedir a cotação

Mande estes quatro dados pelo WhatsApp ou pelo formulário:

  1. Cultura e recipiente. O que você produz e em quê: tubete, bandeja, sacola, slab, vaso ou canal.
  2. Volume. Quantos sacos de 100 L ou metros cúbicos por mês ou por safra, e quando a primeira carga precisa chegar.
  3. Versão. Natural, Lavado ou Tamponado, ou a CE máxima que o seu substrato aceita.
  4. Entrega. A cidade de destino em Minas Gerais, no Espírito Santo ou em outro estado e se você retira na planta ou prefere que a Carve cote o frete de retorno.

Preço na fábrica: R$ 49 por saco de 100 L, com frete de retorno sob cotação; quanto maior o volume, menor o preço. Mínimo de 1 t retirado na fábrica (FOB); entrega (CIF) em carga fechada. Amostra técnica disponível conforme o perfil do cliente. Veja como o preço se forma em preço do pó de coco e as condições por volume em pó de coco no atacado.

Perguntas frequentes

Qual a receita de substrato para mudas de café em saquinho?

Por m³, 700 L de terra peneirada e 300 L de esterco curtido, com 3 a 5 kg de superfosfato simples e 0,5 a 1 kg de cloreto de potássio, segundo a 5ª Aproximação citada por Ramos et al. (2010). A EPAMIG usa 5 kg de superfosfato e 1 kg (2010) ou 0,5 kg (2020) de cloreto de potássio. Não use terra arenosa.

Qual o melhor substrato para mudas de café em tubetes?

Um substrato sem solo, poroso, com adubo de liberação controlada misturado antes de encher; a EPAMIG usa 8,33 kg/m³. Fibra de coco, vermiculita e turfa são opções de base. No Espírito Santo, uma mistura com 15% de fibra de coco deu mudas de conilon mais altas que o substrato comercial (Guisolfi et al., 2020).

Qual o tamanho de tubete para mudas de café?

Para arábica, o tubete de 120 mL superou o de 50 mL no campo (Vallone et al., 2009). Para conilon clonal, o de 280 cm³ teve o melhor desempenho (Espindula et al., 2018).

Quanto pó de coco colocar no substrato de café?

Não há porcentagem padrão publicada por instituição brasileira. O ensaio do Espírito Santo testou de 0 a 20% de fibra de coco, e a mistura com 15% deu as mudas mais altas. Teste num lote pequeno antes.

Quanto tempo a muda de café fica no viveiro?

Cerca de meio ano: a EPAMIG indica semear até julho para plantar até dezembro. A muda vai a campo com três a cinco pares de folhas verdadeiras, e a IN 35/2012 exige no mínimo 3 pares e no máximo 8 até os 6 meses.

Qual o pH ideal do substrato para mudas de café?

De 5,0 a 6,5, referência adotada por Balbino et al. (2024, Pesquisa Agropecuária Brasileira). O laudo de cada lote de pó de coco Carve traz o pH.

Fontes

  1. Ramos, L.; Nannetti, D. C.; Carmo, D. L. (2010). Efeito da adição do gesso agrícola em substrato no desenvolvimento de mudas de cafeeiro. Revista Agrogeoambiental (IFSULDEMINAS), citando a 5ª Aproximação (CFSEMG, 1999): por m³, 700 L de terra + 300 L de esterco bovino, ou 80 L de esterco de galinha ou 10 a 15 L de torta de mamona no lugar do esterco; 3 a 5 kg de superfosfato simples e 0,5 a 1,0 kg de cloreto de potássio. agrogeoambiental.ifsuldeminas.edu.br
  2. Coelho, L. S.; Carvalho, G. R.; Nadaleti, D. H. S.; Freitas, A. F.; Matos, C. S. M. (2020). Produção de mudas de cafeeiro. EPAMIG Sul: saquinho com 700 L de terra + 300 L de esterco curtido + 5 kg de superfosfato + 0,5 kg de cloreto de potássio por m³; tubete com 25 L de substrato comercial + 200 g de fertilizante de liberação controlada 15-10-10 com micronutrientes (8,33 kg/m³); duas sementes por recipiente, a 1-2 cm; tela com 50% de insolação a 2,0 m dos canteiros; plantio com três a cinco pares de folhas verdadeiras. livrariaepamig.com.br
  3. Revista Cultivar (15 mar. 2022). EPAMIG discute novas tecnologias para produção de mudas e plantio de café: em seminário em Patrocínio (MG), palestrantes citaram porosidade de cerca de 50% no solo e mínimo de 85% para produção em recipientes, e indicaram tubetes ou bandejas com substrato sem solo (fibra de coco, vermiculita, turfa) contra nematoides. revistacultivar.com.br
  4. Carve, especificação de produto: Pó Fino de Coco, versões Natural (CE 0,8-1,5 mS/cm, 1:5), Lavado (< 0,7 mS/cm) e Tamponado (< 0,5 mS/cm), CE medida por lote; malha ~4,13 mm; umidade ≤ 18%; densidade aparente ~90-95 kg/m³ solto; retenção ~500 ml/L; porosidade total acima de 94% (valor de literatura Embrapa para pó de coco, indicado na ficha técnica); saco de 100 L com QR do lote; pedido mínimo de 1 t retirado na fábrica (FOB), entrega (CIF) em carga fechada; preço de lista R$ 49 por saco de 100 L. carvebio.com.br/po-fino
  5. Carve, guia de escolha do tratamento: Natural (sem lavagem), Lavado (2 a 3 ciclos de água doce) e Tamponado (lavado e tratado com nitrato de cálcio), com as culturas indicadas para cada um. carvebio.com.br/guia/po-de-coco-lavado-ou-natural
  6. Bergo, C. L.; Sá, C. P.; Sales, F. (2002). Produção de mudas de cafeeiros por sementes e estacas. Embrapa Acre, Circular Técnica 44: saquinhos de polietileno preto de 10-11 cm de largura e 20-22 cm de altura; para estacas de conilon, 800 L de terra de subsolo + 200 L de esterco + 5 kg de superfosfato simples + 0,5 kg de cloreto de potássio + 1,2 kg de cal hidratada por m³, com irrigação dos saquinhos por 30 dias antes do estaqueamento; mudas prontas em cerca de 5 meses, com seis pares de folhas definitivas; pleno sol nos 30 dias antes do plantio. infoteca.cnptia.embrapa.br
  7. Vallone, H. S. et al. (2009). Recipientes e substratos na produção de mudas e no desenvolvimento inicial de cafeeiros após o plantio. Ciência e Agrotecnologia 33(5):1327-1335 (UFLA): aos 20 meses após o plantio, cafeeiros de tubetes de 120 mL e de saquinhos superaram os de tubetes de 50 mL. doaj.org
  8. Espindula, M. C. et al. (2018). Different volumes of tubes for clonal propagation of Coffea canephora from seedlings. Coffee Science 13(1):33-40 (Embrapa Rondônia): tubetes de 50, 100, 170, 280 e 400 cm³; 280 cm³ com o melhor desempenho vegetativo, semelhante a 400 cm³; adubo de liberação controlada a 6 kg/m³; 130 dias de viveiro. alice.cnptia.embrapa.br
  9. MAPA (2012). Instrução Normativa nº 35, de 29 de novembro de 2012: muda de cafeeiro com no mínimo 3 pares de folhas definitivas, no máximo 8 pares até 6 meses e 13 pares até 1 ano; livre de Meloidogyne spp.; até 5% de mudas com defeito de raiz; mudas aclimatadas ao sol antes da venda. gov.br/agricultura
  10. Conab, 2º levantamento da safra de café 2025, via Revista Cultivar (6 maio 2025): Minas Gerais com 25,65 milhões de sacas, maior produtor de arábica; Brasil 55,7 milhões de sacas. revistacultivar.com.br
  11. Conab, 3º levantamento da safra de café 2025, via Folha Vitória (8 set. 2025): Espírito Santo com 17,1 milhões de sacas, sendo 13,8 milhões de conilon; maior produtor de conilon do país. folhavitoria.com.br
  12. Resende, J. C. et al. (2010). Produção de mudas de cafeeiro em saquinhos. EPAMIG, Circular Técnica 85: por m³, 700 L de terra peneirada + 300 L de esterco de curral peneirado + 5 kg de superfosfato simples + 1 kg de cloreto de potássio, para 1.200 a 2.000 mudas; não usar terra arenosa; Quadro 1 com volume e número de saquinhos por m³ (Silva, Carvalho e Romaniello, 2000); semeadura a no máximo 1 cm; semear até julho para plantar até dezembro, com mudas de meio ano. livrariaepamig.com.br
  13. Melo, B.; Mendes, A. N. G.; Guimarães, P. T. G. (2003). Tipos de fertilizações e diferentes substratos na produção de mudas de cafeeiro (Coffea arabica L.) em tubetes. Bioscience Journal 19(1) (UFU/UFLA/EPAMIG): tubetes de 120 mL; 300 g de fertilizante de liberação controlada 15-10-10 por 55 L de substrato; casca de arroz carbonizada pode substituir a vermiculita. seer.ufu.br
  14. Favarin, J. L. et al. (2008). Metodologia para estimar a estabilidade do conjunto muda x substrato de cafeeiro. Ciência Rural 38(1):34-38: estabilidade do torrão maior em tubetes de 50 e 120 cm³ que em 200 cm³; mistura de 50% de substrato original com 50% de substrato moído aumentou a aderência às raízes. redalyc.org
  15. Balbino, T. J. (2016). Substratos alternativos para a produção de mudas clonais de Coffea canephora em tubete. Dissertação, UNIR e Embrapa Rondônia: a palha de café não é recomendada como substrato único. ainfo.cnptia.embrapa.br
  16. Guisolfi, L. P.; Lo Monaco, P. A. V.; Krause, M. R. et al. (2020). Agricultural wastes as alternative substrates in the production of Conilon coffee seedlings. Bioscience Journal 36(3):792-798 (Ifes): viveiro em São Roque do Canaã (ES), misturas com 0 a 20% de fibra de coco, 30% de casca de café, casca de pinus e pó de pimenta, com adubo de liberação controlada; aos 120 dias, a mistura com 15% de fibra de coco teve 21,77 cm de altura, contra 17,71 cm do substrato comercial, sem diferença em folhas, diâmetro e massa seca. distantreader.org
  17. Tristão, F. S. M.; Andrade, S. A. L.; Silveira, A. P. D. (2006). Fungos micorrízicos arbusculares na formação de mudas de cafeeiro, em substratos orgânicos comerciais. Bragantia 65(4):649-658 (IAC): Catuaí Amarelo IAC 62 em vasos de 3 dm³ por 200 dias; dois substratos comerciais à base de fibra de coco ficaram em 2º e 4º lugar no crescimento das mudas; um terceiro não foi adequado. redalyc.org
  18. Vilela, A. L. O. et al. (2022). Acclimatization of coffee seedlings obtained from zygotic embryos of aged seeds. Australian Journal of Crop Science 16(9):1127-1134 (UFLA): a fibra de coco foi o melhor substrato na aclimatização das plântulas. alice.cnptia.embrapa.br
  19. Carve, guias de carga e rendimento: carreta de 140 m³ com cerca de 1.400 sacos de 100 L e 12,6 a 13,3 t; saco de 100 L com 9 a 9,5 kg; 1 kg com 10,5 a 11 L. carvebio.com.br/guia/carreta-de-po-de-coco-sacos-e-peso
  20. OSRM (Open Source Routing Machine) sobre dados do OpenStreetMap: rota rodoviária mais rápida do centro urbano de Paraipaba-CE ao centro de Pouso Alegre-MG, Belo Horizonte-MG, Vitória-ES e Linhares-ES, consultada em 13 de outubro de 2026 e arredondada para a dezena de quilômetros. A rota de um caminhão pode diferir por restrição de peso, pedágio ou escolha da transportadora.
  21. Carve, guia de frete e prazo a partir do Ceará: retirada na planta como condição padrão, frete cotado por destino e por viagem, carga limitada por volume; caminhões que sobem ao Nordeste com carga e voltam vazios ao Sudeste dão a melhor condição para o Sul e o Sudeste; carga prensada de 2:1 a 4:1 definida em contrato. carvebio.com.br/guia/frete-e-prazo-po-de-coco-ceara
  22. Balbino, T. J.; Espindula, M. C. et al. (2024). Alternative substrates for the production of clonal Coffea canephora seedlings. Pesquisa Agropecuária Brasileira 59:e03538 (Embrapa Rondônia): pH ideal de substratos de 5,0 a 6,5, citando Schafer et al. (2015). apct.sede.embrapa.br

Página mantida pela equipe técnica Carve. Distâncias e números são reproduzidos como publicados pelas fontes citadas. Correções e fontes adicionais: comercial@carvebio.com.br.

Pó de coco para o substrato das suas mudas de café

Diga quantos tubetes ou saquinhos você enche por safra, a versão e a cidade de entrega. Preço na fábrica: R$ 49 por saco de 100 L, com frete de retorno sob cotação; quanto maior o volume, menor o preço.

Formulário de cotação